Noite feliz, noite feliz... ?


Mais uma vez é Natal. Que festa boa, que festa bonita. Mas eu preferia quando eu era criança. Deixe eu me explicar...
Não que hoje o Natal não seja Natal. É. Mas... quando eu era criança era mais mágico. Não, eu não acreditava em Papai Noel, pelo menos não me lembro de ter acreditado. Mas na véspera da data eu nem dormia. Quanta emoção! Festa na casa da vovó, muuuita comida, muuuuito doce, orações, música, meia-noite, presentes – a melhor hora – e karaokê o resto da noite, até a hora que eu conseguisse ficar acordada. O melhor de tudo, de tudo mesmo, é que sempre estava todo mundo presente.

Depois eu comecei a crescer. Bom ou ruim eu perdi a inocência de criança. Passei a ver que nada e ninguém era do jeito fantasioso que eu pensava. As pessoas deixaram de ser boazinhas, inatingíveis, perfeitas. E algumas delas, pasmem, eram capazes de fazer coisas ruins, inclusive eu. Então o Natal deixou de ser mágico. A tradicional festa mudou de lugar. Mudou de pessoas. Mudou de espírito. A graça já não era a mesma. Mesmo assim, era Natal.
Por muito tempo eu pedia: “Papai Noel vê se você tem a felicidade pra você dar...” Eu achei que não era mais possível ser feliz no fim de ano.

Hoje melhorou. Papai Noel me trouxe a felicidade. E embora tudo e todos tenham mudado, e embora ninguém tenha voltado a ser o que era antes, agora eu já sei que dá pra ser feliz depois de deixar de ser criança. Não pensem que foi fácil. O período de adaptação demorou anos.
Ainda fico meio triste quando chega o fim de ano e me emociono com as musiquinhas melancólicas que enchem o saco. Fico sensibilizada com as histórias de criancinhas que não vão ganhar presente apesar de tirar só 10 no boletim e com as imagens bonitas que marcaram o ano. Mesmo assim, não sei dizer se já perdi a esperança.

Feliz Natal!

1 comentários:

Aline disse...

é... a gente cresceu! =/

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porque lá no fundo todo mundo pensa alto!






Pensamentos soltos traduzidos em palavras pra que você possa entender o que eu também não entendo.


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... que às vezes você não pensa alto!